Veja aqui todas as partes do bate-papo de Alexandre Faria e Oswaldo Martins com Ana Paula El-Jaick e Luiz Fernando Matos pelo lançamento do livro Primeiro ato: cachorro em cena.
Mostrando postagens com marcador Luiz Fernando Matos Rocha. Mostrar todas as postagens
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terça-feira, 28 de abril de 2020
segunda-feira, 27 de abril de 2020
Luiz Fernando Medeiros - Square sem medo
É hoje
o lançamento virtual de
Primeiro ato: cachorro em cena.
Ao longo dessa semana vamos apresntar no Blog da TextoTerritório o trabalho dos autores de Primeiro ato: cachorro em cena. Mais do que um livro coletivo, trata-se de um verdadeiro ato público. A ocupação poética do Território!
O livro reúne poemas e imagens de
Ana Paula El-Jaick
Beky Gabay
Jean Arcadian
Luiz Fernando Matos Rocha
Luiz Fernando Medeiros
Márcia Carneiro
Hoje apresentamos Luiz Fernando Medeiros e o poema
square sem medo
apresentandodefeitos
de aparição
fez acordo
para chegar mais rápido
mas foi interceptado
em pleno voo
domingo, 26 de abril de 2020
Ana Paula El-Jaik - (Fábula)
É amanhã!!
o lançamento virtual de
Primeiro ato: cachorro em cena.
Mais do que um livro coletivo, trata-se de um verdadeiro ato público. A ocupação poética do Território!
O livro reúne poemas e imagens de
Ana Paula El-Jaick
Beky Gabay
Jean Arcadian
Luiz Fernando Matos Rocha
Luiz Fernando Medeiros
Márcia Carneiro
Segunda-feira, 27/4, a partir das 20h, o livro estará disponível no site da editora e no mesmo horário estreia no canal do YouTube da TextoTerritório um bate-papo com os autores.
Segunda-feira, 27/4, a partir das 20h, o livro estará disponível no site da editora e no mesmo horário estreia no canal do YouTube da TextoTerritório um bate-papo com os autores.
Hoje apresentamos Ana Paula El-Jaick e o poema
(Fábula)
Estamos em nossa bolha:
sentimos sua espessura,
pisamos em sua terra de bolha.
Estamos em nossa bolha:
não há fora.
Estamos em nossa bolha:
estamos.
Estamos em nossa bolha:
Em nome de Jesus: estamos.
Estamos em nossa bolha:
nossa bolha é nossa bolha é nossa bolha.
Estamos em nossa bolha:
É: estamos.
Estamos em nossa bolha:
não há fora.
Lá fora o mundo cansa.
Ana Paula El-Jaick nasceu em Nova Friburgo/RJ, em 1976. É autora dos livros Faz duas semanas que meu amor, Tríptico e Há um colete salva-vidas embaixo do seu assento . É professora do Departamento de Letras da Universidade Federal de Juiz de Fora.
sexta-feira, 24 de abril de 2020
Márcia Carneiro - Primeiro ato
Já já
o lançamento virtual de
Primeiro ato: cachorro em cena.
Ao longo dessa semana vamos apresntar no Blog da TextoTerritório o trabalho dos autores de Primeiro ato: cachorro em cena. Mais do que um livro coletivo, trata-se de um verdadeiro ato público. A ocupação poética do Território!
O livro reúne poemas e imagens de
Ana Paula El-Jaick
Beky Gabay
Jean Arcadian
Luiz Fernando Matos Rocha
Luiz Fernando Medeiros
Márcia Carneiro
Hoje apresentamos Márcia Carneiro e o poema
Primeiro ato
Caminhando
torno-me ato,
sou o que é e o que está
sou o homem coberto debaixo
da marquise e as crianças
em malabares no sinal.
“eu também acho que minhas tentativas arquiteturais nascidas com o ‘Caminhando’ queria ser uma ligação com o mundo coletivo. Tratava-se de criar um espaço-tempo novo concreto”, disse Lygia Clarck.
Caminhando, deixo surgir um
espaço-tempo em que
saio da crença na identidade
aniquilo-me e reconstruo-me diferente
agora árvore
agora água. caminhando
me arrisco ouriço na estrada
um ser-ar-água-árvore-homem-criança-ouriço
tudo, nada.
Márcia Carneiro:
Nasci carioca e ainda bebê me deram lápis, papel e me fotografaram canhota. Em Minas me contavam histórias, e desde que tomei consciência da escrita, ela não me abandonou. Ela me fez jornalista. Com ela me ergo e por ela sou deslocada. E a escrita não me deixa parar de escrever. Canhota.
torno-me ato,
sou o que é e o que está
sou o homem coberto debaixo
da marquise e as crianças
em malabares no sinal.
“eu também acho que minhas tentativas arquiteturais nascidas com o ‘Caminhando’ queria ser uma ligação com o mundo coletivo. Tratava-se de criar um espaço-tempo novo concreto”, disse Lygia Clarck.
Caminhando, deixo surgir um
espaço-tempo em que
saio da crença na identidade
aniquilo-me e reconstruo-me diferente
agora árvore
agora água. caminhando
me arrisco ouriço na estrada
um ser-ar-água-árvore-homem-criança-ouriço
tudo, nada.
Márcia Carneiro:
Nasci carioca e ainda bebê me deram lápis, papel e me fotografaram canhota. Em Minas me contavam histórias, e desde que tomei consciência da escrita, ela não me abandonou. Ela me fez jornalista. Com ela me ergo e por ela sou deslocada. E a escrita não me deixa parar de escrever. Canhota.
quinta-feira, 23 de abril de 2020
Beky Gabay
Está chegando!!!
o lançamento virtual de
Primeiro ato: cachorro em cena.
Ao longo dessa semana vamos apresntar no Blog da TextoTerritório o trabalho dos autores de Primeiro ato: cachorro em cena. Mais do que um livro coletivo, trata-se de um verdadeiro ato público. A ocupação poética do Território!
O livro reúne poemas e imagens de
Ana Paula El-Jaick
Beky Gabay
Jean Arcadian
Luiz Fernando Matos Rocha
Luiz Fernando Medeiros
Márcia Carneiro
Hoje apresentamos Beky Gabay e o poema
el hombre que no sabia amar
queria alguna cosa
no sabia cual
tenia algo
no sabia que
para darselo a alguien
no sabia a quien
en algun momento
no sabia quando
en cierto lugar
no sabia donde
andaba sin pasar
por una senda intransitable
sin rumbo fijo
y sin volverse atras
el camino se interrumpia en un muro
alto y duro
y dos puertas se abrieron a la vez
sin hacer ruido
dudo por cual pasar
a donde ir
en cada puerta habia un espejo
pero no reconocio las caras de los espejos
alguien llamo su nombre susurrandole al oido
pero no escucho el llamado
alguien le toco suavemente el hombro
pero no sintio el toque a penas suave
ni el silbido melodico del viento
ni el rocio en su piel desnuda
ni la caricia de arrullo de la brisa delicada
entoces furtivamente se empanho en la oscuridad
se le fueron acortando los pies
ablandando las unhas
achicandose sus manos
se ahogo su voz se olvido de sus recuerdos
y desaparecio sin dejar huellas.
Beky Gabay
Filha de imigrantes, viaja e habita continentes. Apega-se ao transitório. Hoje reside no Uruguay. Mentora e Guia de Turismo Off, a arte de mostrar o que nao se vê. Escrever é desenterrar os escondidos da alma, claraboia que arroja luzes atemporais em todas as direções.
terça-feira, 21 de abril de 2020
Saint Petersbourg, la Noble, poema de Jean Arcadian
Está chegando
o lançamento virtual de
Primeiro ato: cachorro em cena.
Ao longo dessa semana vamos apresntar no Blog da TextoTerritório o trabalho dos autores de Primeiro ato: cachorro em cena. Mais do que um livro coletivo, trata-se de um verdadeiro ato público. A ocupação poética do Território!
O livro reúne poemas e imagens de
Ana Paula El-Jaick
Beky Gabay
Jean Arcadian
Luiz Fernando Matos Rocha
Luiz Fernando Medeiros
Márcia Carneiro
Hoje apresentamos um poema de Jean Arcadian
em tradução de Luiz Fernando Medeiros
Saint Petersbourg, la Noble
Jean Arcadian
Sur le fleuve gelé de la Neva
J’ai vu des vagabonds sans rêve
Galoper sur les chevaux de l’apocalypse
Et, au milieu du pont Nevsky,
J’ai vu le duel entre la lumière et l’obscurantisme,
la tempête triomphante dans les âmes de pauvres gens insoumis.
Au crépuscule, près du canal,
J’ai vu Pouchkine agonisant dans son lit, son front de poète rayonnant d’une gloire à jamais révolue.
J’ai vu les frères Karamazov,
Vêtir d’honneur Fiodor leur créateur,
Cherchant son dernier souffle dans une page de la Bible.
Et, sur la place de l’Ermitage,
J’ai vu la révolution des couleurs et des fleurs tenir les promesses de l’histoire.
Nobre São Petersburgo
Sobre o rio gelado da Neva
vi errantes sem sonho
galoparem cavalos
do apocalipse
E no meio da ponte Nevsky
vi o duelo entre luz
obscurantismo
e a tempestade triunfante
nas almas
insubmissas
Ao entardecer/perto do canal
vi Pouchikine agonizando
em seu leito
seu rosto poeta
resplandecia a glória
Vi os irmaos Karamazov
vestirem Fiodor, sem o criador
sorvendo o ultimo sopro/numa página da bíblia
sorvendo o ultimo sopro/numa página da bíblia
E sobre a praça da Hermitage
vi a revolução de cores
e flores
vi a revolução de cores
e flores
sustentar promessas da história
Jean Arcadian: Nasci na Arcádia, Grécia, onde Zeus nasceu. Inspirei-me na flauta dos pastores e na natureza selvagem desde a infância. Errante de alma, viajo entre oriente e ocidente para meus encontros. As ruínas de Atenas me obsedam e conduzem ao teatro romano de Palmira, fonte de meus poemas.
segunda-feira, 20 de abril de 2020
Samba do Platão, de Luiz Fernando Matos Rocha
Vem aí
o lançamento virtual de
Primeiro ato: cachorro em cena.
Ao longo dessa semana vamos apresntar no Blog da TextoTerritório o trabalho dos autores de Primeiro ato: cachorro em cena. Mais do que um livro coletivo, trata-se de um verdadeiro ato público. A ocupação poética do Território!
O livro reúne poemas e imagens de
Ana Paula El-Jaick
Beky Gabay
Jean Arcadian
Luiz Fernando Matos Rocha
Luiz Fernando Medeiros
Márcia Carneiro
Hoje apresentamos Luiz Fernando Matos Rocha e o
Samba do Platão
Letra e música: Luiz Fernando Matos Rocha
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